segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A força do coração - Um poema de Edite. C.C. Pereira

Mar  do Magoito - Sintra - Foto pessoal.

A FORÇA DO CORAÇÃO

No fundo do mar sem fim.
quietos, adormecidos, 
estão meus sonhos perdidos 
que ainda esperam por mim.

O tempo que já passou
foi arrastando a ilusão;
e só mesmo o coração
sente que nada mudou.

Se o deixo de comandar
a minha vida,  sozinho, 
ele escolhe o seu caminho
e não me deixa pensar.

Já sei que a vida não é
como eu a sonhei um dia.
Acabou-se a fantasia.
Só o coração tem fé! 

 (Edite C.C. Pereira - no livro - Lágtrimas e sorrisos -   (Maio - 2005)


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Porque hoje é Domingo (477)


A parábola do bom samaritano

Um certo doutor da lei, que queria experimentar Jesus, levantou-se e fez-lhe esta pergunta: «Mestre, que devo eu fazer para ter direito à vida eterna?» «Que diz a Escritura acerca disto?», respondeu-lhe. «Como é que  a entendes? E ele disse: «Ama o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda  a  alma, com todas as forças e com todo o entendimento. E ama o teu próximo como a ti mesmo.» Jesus comentou: «Respondeste bem. Faz isso e alcançarás a vida.» Mas o doutor da lei querendo justificar-se tornou a perguntar: «E quem é o meu próximo?» Então Jesus contou o seguinte: «Ia um homem a descer de Jerusalém para Jericó. Caíram sobre eles uns ladrões que lhe roubaram roupa e tudo, espancaram-no e foram-se embora deixando-o quase morto. Por casualidade, descia um sacerdote por aquele caminho. Quando viu o homem passou pelo outro lado. Também por lá passou igualmente um levita que,  ao vê-lo se desviou. Entretanto um samaritano que ia de viagem passou junto dele  e, ao vê-lo, sentiu compaixão. Aproximou-se, tratou-lhe os ferimentos com azeite e vinho e pôs-lhe ligaduras Depois colocou-o em cima do seu jumento, levou-o para uma pensão e tratou dele. No outro dia, deu duas moedas de prata ao dono da pensão e mandou-lhe: "Cuida deste homem, e quando eu voltar pago-te tudo o que gastares  com ele."» Jesus perguntou então ao doutor da lei: «Qual dos três te parece que foi o próximo  do homem assaltado pelos ladrões?» E ele respondeu: » O que teve compaixão dele.» Jesus  concluiu: «Então vai e faz o mesmo.»

   (Ev. de S. Lucas cap.10: 25 a 37 - na Bíblia para Todos)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A alegria do re-encontro!

Narciso da Serra - ou Narciso do Barrocal. Foto Francisco Clamote- no blogue - obotanicoaprendiznaterradosesp
antos.blogspot.
 
 Na passada terça-feira,  depois do almoço, demos um "pulinho" à estação de serviço da Carregueira - aqui pertinho - para tomar um cafézinho e passar  os olhos pelos jornais.
O filho Zé, motorista de serviço, quis fazer uma gracinha à mãe e ao pai e toca de ir-mos ali para os lados da Pedra Furada -Sabugo. É uma zona que conheço bastante bem, pois fica a caminho da casa dos meus saudosos pais, ali adiante, na aldeia de Maceira. 
     Com tranquilidade e boa disposição, fomo-nos deixando levar pelo Zé, por alguns lugares um pouco mais recônditos, alguns onde nunca  estivemos, como  é o caso de um pequeno lugar - Vale Figueira - que fica ao fim de uma estrada de terra batida que vai  de  Mafra -Gare até  alguns lugares pouco habitados. A paisagem era deslumbrante, mesmo muito bela e tranquila. Em todo aquele percurso, apenas encontrámos um casal que parecia estar a explorar o sitio. Quando passámos por eles, sorriram para nós e cumprimentaram-nos.
Depois, nada, ninguém...
De repente, numa curva da estrada, avisto umas flores brancas, muito lindas, baloiçando ao vento. Do lado direito, passava, e podia ouvir-se, um ribeiro de águas cristalinas. 
Logo que vi as flores brancas pedi ao Zé para parar, pois estava a acontecer uma agradável e linda surpresa.
Eram narciso brancos!   Em toda a minha vida, só me lembro de uma única vez os ter encontrado, numa encosta de uma serra não muito longe dali. No caminho (a pé) da Pedra Furada para a aldeia de Maceira.  Eu caminhava sozinha, depois de ter descido do comboio que me trouxera de Leiria, onde vivia e trabalhava...para vir  passar uma semana de férias com os meus pais na aldeia.
Ora isto aconteceu na década de sessenta!  Vejam quantos anos faz!  
Eu nunca mais, até esta terça-feira passada, tinha visto os belos e elegantes narcisos brancos. 
 
Não tenho palavras para definir o meu sentir quando me vi, de repente, no meio deles! De um lado e do outro da estrada. Claro que apanhei um raminho!
 
Hoje, ao pesquisar por eles na net, fui encontrá-los no blogue do amigo  Francisco Clamote -
 obotanicoaprendiznaterradosespantos.blogspot.com.
 
Fiquei muito contente, pois foi possível conhecer o seu nome científico e, ainda outras duas espécies de narcisos que eu também gosto muito e  que são:
 
                    Narcissus - calcicola 
                               
Espécie que tenho, plantado, num canteiro de rosas no jardim da aldeia.
 
    
 E ainda...
                               Esta beleza-  Campaínhas - amarelas  - cucos- ou campaínhas dos montes - Narcissus - belbocadium subsp. que abundam aqui pertinho de casa. à beira da Estrada e, que devem estar mesmo por aí " a estalar"! Não resisto a apanhar uns lindos "bouquês", todas as Primaveras.

         
Nota:

Obrigada amigo Francisco pela cedência  das suas fotos.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Do Livro - A Alegria de Viver com a Natureza - de Edith Holden

Edith Holden.

14 de Fevereiro de 1906

«Dia de S. Valentim. Uma forte geada, seguida de de sol resplandecente."

 (No Diário de Edith Holden)

Nota  pessoal:

Creio que esta mesma descrição acerca do dia 14 de Fevereiro de 1906,  poderia ser feita hoje, passados 112 anos...de um lugar, algures no Norte de Portugal.
Certamente há por lá geada e  um belo e resplandecente sol português.
Curioso! Não?

 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

ECO - Um poema de Pedro Homem de Mello

 O poeta e folclorista português Pedro Homem de Mello.

  ECO

Mal correm sombras já na terra escura,
E uma voz frágil noutra se mistura.

Donde partem? Não sei...Mas a distância
Deu-lhes maior, mais  íntima fragrância.

 -  Tinham tanto frescor teus lábios dantes!
 - Meus lábios?  - Sim, teus lábios palpitantes!

 - Pobre mágico! - Em louca embriaguês
Outrora ambos sonhávamos! - Talvez...


 - As tuas mãos doiravam os meus dias!
 - As minhas mãos, são negras e vazias...

 - Ah! Diz-me! Diz- me! O mistico fulgor
Da poesia acaba? E o amor? E o amor?...

Ouvem-se as vozes longe. A ária indecisa
Vai-se perder nos frémitos da brisa...

(Pedro Homem de Mello - no livro - Segredo)

Nota:

Livro com uma dedicatória do autor, ao Jorge Leal, meu marido e seu aluno, numa escola do Porto - 1953.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Porque ontem foi Domingo (476)


A voz do Senhor ressoa sobre as águas;
o Deus glorioso faz ecoar o trovão!
O SENHOR ecoa sobre a imensidão das águas.
A voz do SENHOR é poderosa,
a voz do SENHOR é cheia de majestade.
A voz do SENHOR quebra os cedros;
o SENHOR quebra os cedros do Líbano!
Ele faz as montanhas do Líbano saltar como novilhos
e faz saltar o monte Hermon como um bezerro.

A voz do Senhor produz labaredas de fogo;
a voz do Senhor faz tremer o deserto;
o SENHOR faz tremer o deserto de  Cadés!
A voz do Senhor faz  abortar as gazelas
e faz cair as folhas ás árvores do bosque.
No seu templo todos exclamam: «Glória a Deus!»

O SENHOR é rei antes do dilúvio;
o SENHOR governa como rei eternamente!
O SENHOR dá força ao seu povo;
o SENHOR abençoa o seu povo com paz.

  (Salmo 29 - Na Bíblia para Todos)

Nota:

Peço desculpa por não ter publicado ontem o"Porque hoje é Domingo".
Faltou a energia para aceder ao computador.Voltou precisamente, na hora que tinha de sair para o Culto.Só regressei a casa já noite.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Sê igual à margarida

Uma margarida - flor. Fotografei-a aqui perto de casa.

O  CENTRO DAS MARGARIDAS
É DE OURO.
ASSIM DEVE SER
O TEU CORAÇÃO.

(No livrinho -    OBRIGADO)