sábado, 28 de março de 2015

Frases registadas hoje na minha mente e no meu coração

Florinhas do meu jardim. 
Frases  registadas hoje na minha mente e no meu coração:

Como  procuro fazer todos os dias de manhã cedo, no meu encontro com Deus, supliquei-lhe que  limpasse a minha mente e o meu coração, de toda "a tralha" inutil que a pouco e pouco por ali se vai juntando, para criar espaço para receber e guardar as coisas importantes que o dia me iria  trazer, e trás sempre.

O dia, encaminha-se para o fim, pois o sol está já baixo  aproximando-se do seu poente, ali para os lados do mar, na Praia das Maçãs.

Há momentos, enquanto procurava  através da aplicação de gelo, aliviar as minhas dores, recostada no sofá, dei por mim a avaliar mentalmente, e espiritualmente, os presentes bonitos que o Pai me trouxe hoje.

Partilho, aqui e agora, com os amigos, alguns deles:

Ao  fazer a leitura diária da Bíblia, no capítulo 6 da Epístola de S. Paulo aoa Gálatas, registei alguns versículos que me tocaram profundamente:

"Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo". (Vers. 2)
"Porque cada um levará a sua própria carga".( Ver.5)
"E não vos canseis de fazer o bem porque a seu tempo ceifaremos se não houvermos desfalecido".(Ver.9)

"Então, enquanto temos tempo façamos bem a todos". (Ver.10)

E ainda, estas palavras sentidas, do grande Apóstolo:

"Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus".(ver.17)

 Ao ler, meditar e interiorizar estas palavras, as lágrimas rolaram pelos meu rosto...

Mais tarde um pouco, numa reportagem na SIC, - 60 minutos - ouvi um Cristão de Moussul - Síria -  em lágrimas, dar a sequinte resposta a uma jornalista americana que o entrevistava:

 "Espero o pior".
Podem fazer-me  tudo,  mas não podem tirar Deus do  meu coração.
Não podem".

Passado algum tempo, no noticiário televisivo, transmitiam uma reportagem de um acontecimento que teve lugar hoje, na zona de Viseu, em que foi proporcionado a um grupo de crianças pequenas - por volta dos 6/8 anos, visitar umas vinhas, onde um trabalhador e o proprietário lhes explicavam o que estavam a  fazer e porque o faziam; então,  uma menina trazia num pequeno papel as perguntas que desejava fazer, assim como também outros desejos, tais como:

"Filmar os passarinhos".

E disse-o com uma candura e uma voz tão doce, que eu e o Jorge, não conseguimos conter as lágrimas.

Assim, ao fim do dia, concluo, que no lugar da "tralha " inutil, estão agora palavras e sentimentos valiosos que  vieram enriquecer a minha vida.
Que bom!
Obrigada Pai.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Sobre o livro "A Glória do Evangelho", do Pastor Manuel Alexandre Júnior

segunda-feira, março 23, 2015

Sobre o livro "A Glória do Evangelho", do Pastor Manuel Alexandre Júnior

[Este pequeno texto serviu de base para a apresentação que fiz no Sábado passado, no lançamento do livro.]

«É um privilégio nesta tarde participar do lançamento do livro do Pastor Alexandre. Para quem cresce numa igreja baptista em Portugal é impossível não ter gratidão pelo serviço que o Pr. Alexandre tem prestado à nossa denominação. Conheci esse serviço de mais perto quando entre 1997 e 1999 trabalhei no Departamento da Juventude da Convençã Baptista Portuguesa, numa altura em que o Pr Alexandre era o Presidente da Convenção, e durante 1998 e 2001, ao estudar no Seminário Teológico de Baptista, quando o Pastor Alexandre era o seu director e lá me deu aulas de Introdução ao Novo Testamento e Hermenêutica (foi um erro grave não ter feito o grego com ele na altura!). Desde 2012 que somos colegas no ministério pastoral e tenho apreciado o seu companheirismo, sobretudo tendo em conta que o meu percurso exige um esforço fraterno por parte dos pastores mais antigos.
Escolhi três aspectos acerca de "A Glória do Evangelho - Pétalas de uma Rosa em Flor". Poderia escolher muitos mais. Mas creio que estes podem ser a abertura do nosso apetite para lermos o volume que hoje é lançado.
Em primeiro lugar, senti-me atraído pelas histórias pessoais do Pastor Alexandre. E elas aparecem nestas páginas aqui e ali. Existem notas breves acerca da sua infância, acerca do seu surpreendente percurso académico, acerca das suas frustrações pastorais. Em todas elas senti-me com vontade de ler mais. Seria ridículo sugerir ao Pastor Alexandre que considerasse escrever uma auto-biografia? Creio sinceramente que não.
Encontro aqui uma das grandes carências das nossas igrejas - os nossos mais experientes e sábios partem deixando-nos escassos registos escritos de como viveram a fé. E os poucos que o fazem geralmente têm a sua memória pouco valorizada pelas comunidades que serviram ou, muitas vezes, pelas suas próprias famílias (recordo uma implacável limpeza que uma igreja baptista onde estive fez aos apontamentos escritos de um dos seus velhos pastores - foi tudo parar ao caixote do lixo sem qualquer calafrio). Precisamos de mais palavras escritas pelos nossos pastores para vivermos melhor a Palavra. Precisamos de mais histórias dos nossos pastores para vivermos melhores histórias. "A Glória do Evangelho" dá-nos devoção ao mesmo tempo que pontualmente nos oferece biografia.
Um segundo aspecto que quero destacar em "A Glória do Evangelho" tem a ver com a vocação pastoral do seu autor mas não só. Tem a ver com a vocação pastoral que o nosso país precisa. A determinada altura o Pr. Alexandre escreve: "Dou graças a Deus porque, a par de haver sido professor de universidades e escolas de teologia, de haver dirigido por décadas o nosso seminário e outras instituições, eu sou acima de tudo Pastor e ministro do Evangelho (página 39)." O nosso país precisa desesperadamente de novos pastores que valorizem o ministério pastoral e, como o Pr. Alexandre, possam dizer o mesmo. Mas, se olharmos à nossa volta, como é que este panorama pode ser concretizável? As nossas comunidades procuram realmente valorizar a vocação pastoral como a Bíblia a valoriza, chamando-a de "excelente obra"? E como é que pode ser concretizável com características semelhantes às do Pr. Alexandre? Onde estão as nossas comunidades preocupadas com um compromisso com a pregação da Palavra que a honre simultaneamente nas instituições evangélicas de ensino ao mesmo tempo que nas instituições de ensino da nossa cultura portuguesa mais abrangente? Basta colocar uma questão bem prática: quantas igrejas têm como objectivo promover a publicação (ou o apoio à publicação) de livros escritos por cristãos e que possam ser lidos por muitos mais?
Como terceiro e último aspecto, gostava de sublinhar em "A Glória do Evangelho" o seu amor pela igreja. Pela igreja universal vista nas suas manifestações locais. É impossível estimar a palavra escrita e é impossível estimar a vocação pastoral sem estimar também as igrejas locais. Esse amor pela igreja brilha ao longo de todas as páginas deste livro, mostrando que não dá para querermos ser cristãos por conta própria, longe de uma comunidade à qual pertencemos. Quando lia estas páginas pensei sobre o risco de amar a igreja quando a igreja nos dá o que queremos, ao invés de amarmos a igreja também pelo que lhe podemos dar e pelo que ela quer de nós.
Estas são apenas três razões para começarmos a ler "A Glória do Evangelho". Nestas meditações que o Pastor Alexandre generosamente nos oferece haverá muitas, muitas mais. Leiamo-las.»

  ( http://vozdodeserto.blogspot.pt/)

Nota:
Encontrei este texto  no blogue  -http://vozdodeserto.blogspot.pt/ - da responsabilidade do meu querido amigo, Pastor Tiago Cavaco.
Gostei muito de ler e trouxe comigo para repartir aqui, com os amigos.
OBRIGADA, Pastor Tiago Cavaco.
Qu Deus o abençoe.

quinta-feira, 26 de março de 2015

COISAS - Um poema de Cremilda Simões














Tantas coisas ficam para trás!...
É preciso que fique para trás...
É preciso prossseguir
Para as que estão diante de nós.
"Deixando as coisas que atrás ficam..."
  - Só as más?...
As boas também.
Estas para não nos reterem.
Aquelas...
...para não ter-mos que lamentar
E não magoar ninguém.
" Todas as coisas contribuem para o bem
Para o bem dos que amam a Deus".

Há um caminho em frente
Importa caminhar nele...sempre.
Importa caminhar esse caminho novo.
"As coisas velhas já passaram"
Não voltes a buscá-las.
É por isso que escrevo estas coisas.
Elas agora são minhas...
E sem elas nenhuma  coisa faço,
Nem sou coisa nenhuma.

Sem julgar coisa alguma,
Sei que podemos dar e fazer boas coisas
As coisas necessárias
Mesmo a maior...que por maior parece.
Porque, tal como nos diz Paulo:
"Posso todas as coisas  n´Aquele que me fortalece .

Coisas!...
São um mundo e uma eternidade
Aquilo que existe ou pode existir.
Causa, mistério, acto que ficou...
Objecto, espécie, realidade e facto.
 - Tudo o que Deus criou.

( Cremilda Simões - no livro - Poemas Repartidos

quarta-feira, 25 de março de 2015

ORFANDADE DE AMOR



«...agora reparava que os pais nos dão algo mais do que coisas úteis e que, quando se vão, nos deixam órfãos, tenhamos nove ou noventa anos.»

Juan José Millás, in A Ordem Alfabética
Ilustração de Berk Özturk

http://abrigodossabios-paulo.blogspot.pt/ 

Nota:

Encontrei estas palavras e esta imagem no blogue do meu bom amigo Paulo Costa.
Creio-as, cem por cento verdadeiras...eu que o dia...não há dia nenhum que não me sinta "orfã do pai  e da mãe" e tenho 74.
Trouxe-as para partilhar aqui com os amigos.

Obrigada Paulo.

terça-feira, 24 de março de 2015

Árvores do Templo TA PROHM


  Árvores do TEMPLO  TA PROHM
 Fonte da imagem:pt.depositphotos.com
«Em 1860, o explorador francês Henri Mouhot descobriu na floresta cambojana em redor de Angkor as ruínas do templo da antiga civilizaçáo  Kmer. Não foi o primeiro europeu a visitá-las mas foi através das suas narrativas e desenhos evocativos que foi  revelado ao mundo exterior  o esplendor quer da magnífica arquitectura, quer das esculturas de pedra. Na época do francês Mouhot. Angkor fazia parte da floresta. Escreveu "uma exuberante vegetação cresceu e tapou tudo, desde galerias a torres, o que  torna bastante difícil a abertura de uma passagem." Mais tarde, outro visitante Elie Lare, acrescentou que " com os milhares de ramos de árvores entrelaçados, a floresta envolve as ruínas de um amor violento." Desde então muitos  outros  descreveram  o modo  como as árvores gigantescas com as fortes raízes retorcidas cobrem as paredes e as estátuas, afastando assim lentamente as pedras maciças e numa luta colossal, que dura há séculos, partem as paredes. O processo de restaurar  e proteger as maravilhas culturais de Angkor tem como objectivo a libertação da floresta, ainda assim a maioria dos templos continuam rodeados pelas árvores, mas não dominados».

  (No livro - 1001 Maravilhas  Naturais
  Que deveria ver antes de morrer - de Michael Bright)
    Uma oferta preciosa  do meu filho João

segunda-feira, 23 de março de 2015

É Primavera - Os tordos estão a construir os seus ninhos








"Como é bela a sebe que acolhe
  um ninho engenhoso
e que esconde o paciente tordo
  de olhos bem vivos,
com cinco pequenos mundos
sob o peito pintalgado da mãe!

Embora a vida se aproxime,
  dia após dia,
cada globo que ela protege,
mudo e quieto por enquanto,
 lentamente desgasta
 a beleza do seu peito.

Finalmente, os frágeis véu azuis
   rompem-se
   a existência desperta.
   E faz-se canto de ave.
     A música nascente
     irrompe no mundo.

E agora a mãe-tordo
  está orgulhosa e contente.
     tem a sua casa
     e as suas crias
   para alimentar e embalar,
quando o sol poente desaparecer".

   (Norman Gale)

No livro - A Alegria de Viver com a Natureza - de Edith Holden)
  


domingo, 22 de março de 2015

Porque hoje é Domingo (333)


Senhor, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
...Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, entretecido nas profundezas da terra.
Os teu olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais  em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes  são a soma deles!
Se as contasse, seriam  em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.
...Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me, e conhece os meus pensamentos.
E vê se há em mim  algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.

   (Livro dos Salmos cap. 139: 1 a 3; 14 a 17; 23 e 24)