sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Adeus Lisboa - um poema de António Gedeão

Caravela portuguesa - Fonte da imagemwww.barbearclassico.com
Adeus Lisboa

Adeus, adeus, ribeirinha
cidade dos calafates,
rosicler de água marinha,
pedra de muitos quilates.
Iça as velas, marinheiro,
com destino a Calecu.
Oh que ventinho rasteiro!
Que mar tão chão e tão nu!
Ó da gávea! Põe - te alerta!
Tem tento nos areais.
Cá vou eu á descoberta
das Indias Orientais.
Não tenho medo de nada,
receio coisa nenhuma.
A vida é leve e arrendada
como esta réstea de espuma.
Toda a gente é gente séria e boa!
Não existem homens maus!
Adeus, Tejo! Adeus Lisboa!
Adeus, Ribeira das Naus!
Adeus! Adeus! Adeus! Adeus!

  (António Gedeão)

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Uma lembrança de Meijoadela - Cabeceiras de Basto - Portugal

Meijoadela - Cabeceiras de Basto - Portugal. Vista parcial da aldeia e espigueiro.
 Fonte da imagemretratosdeportugal.blogspot.com
 Hoje lembrei-me da Meijoadela, "uma terrinha" perto de Vilela - Cabeceiras de Basto, terra do meu saudoso pai. Recordo-me que ele falava com frequência da Meijoadela, das vezes que lá ia jogar o jogo do pau. Rapaz novo, cheio de vida e energia era conhecido nas redondezas pelo nome de:  "o Zé do Serafim",Tinha fama . Era "contratado" para defender as raparigas da terra, dos rapazes das aldeias vizinhas, que as vinham "cortejar". Tentou ensinar-nos a jogar o pau, a mim e aos meus irmãos, porém nós nunca aprendemos. Admirava-mos sim, a sua agilidade e destreza.
Por tudo isto e por muito mais,  são muitas e belas as recordações das conversas do meu pai.
Costumo dizer que o pai e a mãe só não estão connosco (filhos) fisicamente, pois não há dia nenhum em que eles  não estejam  presentes. Acompanham-nos e acompanhar -nos- hão sempre.

Agradeço ao  Paulo,  o ter publicado no seu blogue esta bela e interessante fotografia  (postal)
Também lhe agradeço por  me ter   permitido  trazê-la comigo para publicar aqui.

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Há dois amores, somente - Michel Quoist

Foto da Viviana

Por amor nós somos feitos - e para o Amor. Aqui 
na terra aprendemos  a amar. Ao morrermos passaremos o 
nosso exame sobre o amor.Se nos tivermos preparado bas-
tante,  iremos viver eternamente no Amor. Ora, aqui no mun-
do, cada vez que amamos a nós próprios (egoísmo) 
malbaratamos um pouco o nosso destino e o destino do Mun-
do. Há dois amores somente: O nosso amor próprio e o
 amor de Deus e dos outros.

«Ninguém pode servir a dois senhores : ou há-de odiar 
a um e amar o outro, ou se apegará a um e menosprezará o 
outro».
(Ev. de S. Mateus, 6:24)

Quem ama a seu irmão permanece na luz e não há nele
 motivo algum de queda. Mas quem odeia  o irmão está nas
 trevas, nas trevas caminha, não sabe aonde vai, porque as
 trevas cegaram-lhe os olhos.
 (Primeira carta de S. João, 2:10 e11)

Há dois amores somente, Senhor,
O amor de mim mesmo
E o amor de Ti e dos outros.
E, cada vez que me amo, é um pouco menos de amor por Ti
   e pelos outros.
È um esvaziamento do amor,
Uma perda de amor,
Pois o amor foi feito para sair de mim e voar para os outros; 
Cada vez que ele volta para mim, estiola, apodrece e morre.
O   amor de mim, Senhor, é um veneno que absorvo cada dia.
O   amor de mim escolhe a melhor parte e guarda o melhor   lugar.
O   amor de mim fala de mim - e faz me surdo à palavra do outro.
O   amor de mim afaga os meus sentidos  -  e rouba o alimento à mesa dos outros.
O   amor de mim prega as minhas ideias  -  -e desprza as dos outros
O   amor de mim considera-me virtuoso,  chama-me homem de bem.
O   amor de mim convida-me a ganhar dinheiro, a gastá-lo para meu prazer,
        e entesourá-lo para o meu futuro.
O   amor de mim aconselha-me a dar aos pobres para adormecer
         a minha consciência e viver em paz
O    amor de mim calça-me nos pés chinelos bem macios, e
         senta-me em poltona confortável.
O    amor de mim está contente comigo, adormece-me doce-
         mente.
O que é mais grave, Senhor, é que o amor de mim é um
      amor roubado.
Era destinado aos outros, alguém precisava dele para viver,
       para desabrochar  -  e fui eu que o desviei.
Assim o amor de mim faz o tormento humano.
Assim o amor dos homens a si mesmos faz a miséria humana,
Todas as misérias humanas.
Todos os sofrimentos humanos.
O sofrimento do miúdo em quem a mãe bateu sem ter razão
        e o do homem repreendido pelo patrão na presença dos
        operários.

O  sofrimento da rapariga feia deixada a um canto do salão
        de baile e o da esposa que o marido já não beija.
O   sofrimento da criança que deixam em casa porque atra-
          palha  e o do avô de quem a garotada ri e zomba porque
          está velho demais.
O   sofrimento do homem ansioso que não teve em quem con-
          fiar e o do adolescente inquieto cujo tormento foi ridi-
          cularizado.
O   sofrimento do homem desesperado que se atira ao rio e do
          bandido que vai ser guilhotinado.
O   sofrimento do desempregado que quisera trabalhar e o do
          trabalhador que gasta a sua saúde por um salário irri-
          sório.
O   sofrimento do pai que amontoa a família num quarto úni-
          co ao lado de um casarão vazio.
          e o da mãe cujos filhos estão com fome enquanto se
          deitam ao lixo os restos de um festim.
O   sofrimento do que morre sózinho, enquanto ao lado a
         família espera o desenlace bebendo cafézinhos...

Esta noite, eu te peço, Senhor,  que me ajudes a amar.

Faze, Senhor que eu derrame no Mundo o amor verdadeiro.
Faze que por mim e por Teus filhos ele penetre  um pouco
        em todos os meios, em todas as sociedades, todos os
        sistemas económicos e políticos, todas as leis, todos os
        contratos, todos os regulamentos.
Que ele penetre nos escritórios, nas fábricas, nos bairros, nos
        prédios, nos cinemas, nos bailes.
Que ele penetre no coração dos homens e não esqueça nun-
        ca que a luta por um mundo melhor é uma luta de amor.
        ao serviço do Amor.

Senhor,  ajuda-me a amar,
       a  não desperdiçar as minhas faculdades de amor.
       a amar-me cada vez menos para amar os outros cada
       vez mais.
Para que em volta de mim, ninguém sofra nem morra por
       haver eu roubado o amor de que precisava para viver.

Michel Quoist
 no livro - Poemas para orar
           

domingo, 26 de Outubro de 2014

Porque hoje é Domingo (315)

Porque meu é todo o animal da selva, e as alimárias sobre milhares de montanhas.
Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras dos campos.
Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e a sua plenitude.
Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos.
E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei e tu me glorificarás.

  (Livro dos Salmos  50:10 a 12 e 14 e 15)

sábado, 25 de Outubro de 2014

Não Desistir


Foto da viviana
Achei tão importante e tão necessário, que  decidi trazer este texto, do blogue do meu bom amigo Paulo Costa, para partilhar aqui, com os amigos.

NÃO DESISTIR

“Não importa o quanto às vezes seja difícil, o quanto às vezes eu me atrapalhe, o quanto às vezes eu seja a densa nuvem que esconde o meu próprio sol, quantas vezes seja preciso recomeçar: combinei comigo não desistir de mim.
Quanto mais o tempo passa, mais amorosamente, mais contente, mais compassiva, eu cumpro esse trato.”
Ana Jácomo
Publicado por Paulo Costa
http://abrigodossabios-paulo.blogspot.pt/

sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Prémio Nobel da Paz

A jovem Malala Yousafzai
Do blogue - Abrigo dos Sábios - da responsabilidade do meu bom amigo Paulo, trouxe este interessante texto e esta foto, que publico aqui com muito gosto..

PRÉMIO NOBEL DA PAZ

Merecidamente atribuído. Esta menina é um exemplo de coragem, determinação e altruísmo.
Malala Yousufzai tornou-se conhecida pela sua defesa do direito universal à educação em todo o mundo. Em 2013, a paquistanesa de 17 anos foi galardoada com o Prémio Sakharov, atribuído pelo Parlamento Europeu. Torna-se agora a mais jovem vencedora de um Prémio Nobel.
Em 2012, fez esta quinta-feira dois anos, a jovem foi alvo de um atentado por um grupo de taliban que controlava a região paquistanesa onde vivia. Malala sobreviveu e tornou-se uma das vozes mais ouvidas na área dos direitos das crianças à educação. Entre as muitas acções em que participou, sublinha-se o discurso da jovem na sede da ONU em Nova Iorque em que apelou à tolerância e compreensão entre os povos.
O dia 12 de Julho, data do seu aniversário, foi baptizado pela ONU como o “Dia de Malala”. Há um ano foi publicada a sua biografia, Eu Malala, da autoria da jornalista britânica Christina Lamb.

Paulo

  http://abrigodossabios-paulo.blogspot.pt


quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Por Ti - Do Grande Livro do Amor


Fonte da imagem:atelliefotografia.com.br 
POR TI

  Os meus pés hão-de correr por tua causa.
Os meus pés hão-de dançar por tua causa.
O meu coração há-de bater por tua causa.
      Os meus olhos vêem por tua causa.
      A minha mente pensa por tua causa.
              E hei-de amar por tua causa.

   (Cançãode amor esquimó)

No grande livro do Amor - de Helen Exley