quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Que tal Colaborarmos com Deus no Cuidado ás "Aves do Céu"?

"Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros, e vosso Pai celestial as alimenta". (Ev. de S. Mateus 6:26)

Sim, sem dúvida, Ele as alimenta.
Não tenho conhecimento de alguma ter morrido de fome,  no entanto, tenho uma sugestão a fazer:

Como, com a chegada do Outono,  que trouxe condições atmosféricas adversas, basta ter presente o dia de ontem na região de Lisboa (e não só) todas as sementinhas, frutos e bagas do campo, desapareceram, voltando, em princípio,  só na Primavera e Verão. Isto, para dizer que as avezinhas têm agora muito menos  hipóteses de encontrar alimento por aí.
Aqui, entramos nós, os humanos, pois podemos de uma forma bastante simples e barata, ajudá-los na sua alimentação. O que vos vou sugerir, eu faço-o o ano inteiro, mas empenho-me mais no Outono e Inverno. É o seguinte: Aproveito, e guardo, num saquinho de plástico, todas as migalhinhas que ficam no cesto do pão ou em cima da mesa das refeições. Se sobrar pão, o que eu evito a todo o custo, para não o desperdiçar, junto-o ás migalhinhas no saco, e quando saio por aí, quer seja aqui em Mira-Sintra ou na aldeia de Maceira, procuro um lugar apropriado e ofereço "o petisco ás aves do céu".
Ah!  mas nós sentimo-nos muito bem quando fazemos isso!

Ainda sugiro outra coisa:

Porque não falar com os nossos vizinhos do prédio, a fim de connosco colaborarem e, escolher um dos vizinhos para recolher por os andares as migalhinhas e ele próprio as ir oferecer aos passarinhos!?
Pode ser que haja um que esteja mais disponível ou que gosta mais de fazê-lo.

Amigos
A sugestão aqui fica.  A decisão de a aceitar ou não, é vossa.
Eu alegrar-me -ia muito se colaborássemos todos com Deus, no cuidado de alimentar "as aves do Céu".

quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Festival da Melhor Batata Doce do mundo - a Lyra - de Aljezur - Algarve


A melhor batata doce do mundo - Lyra -  de Aljezur - Algarve
"Este evento celebra a melhor batata-doce do mundo, produto de características únicas com indicação geográfica protegida ”variedade Lyra”, genuinidade que lhe é conferida pelo trabalho árduo de todos os produtores, homens e mulheres que constituem a Associação de Produtores de Batata-doce de Aljezur.

O certame visa igualmente honrar todos os que se dedicam a esta atividade agrícola bem como todo o sector agroalimentar a ela ligado, como forma de incentivo e reconhecimento do seu trabalho.

Poderá encontrar vários restaurantes e tasquinhas onde serão servidas as receitas mais típicas e as novas propostas culinárias, sempre conjugadas com esta batata-doce de sabor único e impar.

As Doceiras de Aljezur trarão até este festival as mais requintadas tentações de bolos, pasteis, tortas e outras formas de saciar os apetites dos mais gulosos e dos mais curiosos em perceber como são únicas estas tentações feitas de forma sábia e tradicional, pelas nossas “embaixadoras” da doçaria local.

Resultado de uma parceria estabelecida há vários anos entre o Município de Aljezur e a Associação de Produtores de Batata Doce de Aljezur com o principal intuito de valorizar a produção agrícola deste produto secular e de sabor e características únicas, muito devido ao solo e ao clima que a zona demarcada apresenta para a produção da mesma, o festival regista ano após ano maior afluência de visitantes, facto que nos orgulha e distingue enquanto Aljezurenses."

  (http://festival-batatadoce.cm-aljezur.pt/)

Algumas notas complementares sobre a Batata Doce  de Aljezur

"A Batata doce de Aljezur é uma raiz adventícia que por tuberculização se torna carnuda. É uma batata piriforme alongada, de cor púrpura ou castanho-avermelhada e polpa amarela. No calibre, varia entre os 8,5 cm x 4,0 cm e os 16,5 cm x 7,1 cm, e no peso, entre os 50 g e os 450 g. De acordo com estudos efectuados nos laboratórios da Direcção Regional de Agricultura do Algarve, tem 65% a 67% de humidade; 1,3% a 1,5% de açúcares redutores; 1,8% a 3,7% de açúcares totais; 11,2% a 12,9% de amido.
Qualidades nutritivas: uma batata-doce de tamanho médio proporciona o dobro da quantidade de vitamina A e um terço da vitamina C de que necessitamos diariamente; é uma importante fonte de ferro e potássio e é rica em antioxidantes. Além disso, possui um elevado valor energético, por ser muito rica em hidratos de carbono complexos e açúcares.

Zona de Origem: A zona de produção encontra-se naturalmente circunscrita ao concelho de Aljezur com cerca 220 hectares e as freguesias de litorais do concelho de Odemira (S. Teotónio, S. Salvador, Zambujeira do Mar, Longueira-Almograve e Vila Nova de Milfontes) com cerca de 200 hectares, ou seja, Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano, sendo que é nas várzeas de Aljezur e de Odeceixe e na charneca do Rogil que se produz em maior abundância."

     (http://www.lifecooler.com/)

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Ode ao Vento Oeste - um poema de Shelley

Fonte da imagem:www.educadora.am.br 
Ode ao Vento Oeste

  "Ó selvagem vento oeste, tu que que és o alento do Outono,
   Tu que arrastas com a tua invisível presença,
As folhas mortas, como fantasmas a fugir  dum feiticeiro.

Faz de mim a tua lira, mesmo que seja como a floresta,
Que importa, se as minhas folhas caírem como as dela?
       O tumulto das tuas poderosas harmonias
      Receberá de ambos um profundo timbre outonal,
          Embora  doce e triste. Sê, Espírito selvagem,
      A minha Alma! Sê tu eu próprio, ó impetuoso!

Conduz os meus pensamentos mortos pelo universo fora,
Como folhas murchas, para apressar um novo nascimento.
               E pela magia destes versos,
       Espalha, como se fossem as cinzas e as centelhas
Dum fogo inextinguível, as minhas palavras pela humanidade!
    Sê, através dos meus lábios, para a terra adormecida
            A trombeta duma profecia! Ó vento,
      Se  o Inverno chega, pode a Primavera tardar?"

    Shelley - no livro - A Alegria de Viver com a Natureza
                         de Edith Holden

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Vamos Reciclar a Saudade





Alguém me foi embora
                          morreu
                          ou partiu
Agora as lembranças
               não tanto a saudade
respirando as memórias
do bonito que foi

Gozos e delícias dos Consolados tempos
momento eternidade de ponteiros parados
veloz corrida sem metas intermédias
em que a chegada é nunca
e o fim além do Além

Afasto da minha alma sentires vertiginosos
doenças de um viver em molhos lacrimados
passeando o meu olhar por margens transparentes
ilimitando o futuro
das minhas dores que dormem

                   Faço o passado eterno
                                         e tempo de presente
                   em relógio linear estradas do infinito
                   e o desbobinar vindouro
                   num tempo que é sempre

                                            De memórias bebidas
                                            De lembranças bonitas
                                            Dum ido
                                                       nunca ausente

                                            E reciclamos assim a saudade

                                                   Titos

            Sabemos que o Biéu sentiria o mesmo.

Nota:

As palavras acima,  saíram do coração de um pai, que teve com a Rute, sua esposa muito amada,  por gosto, oito filhos (sendo um deles a minha doce nora Joana) e que agora, aqui na terra tem sete, porque o Biéu partiu de uma hora para outra, num acidente, aos 38 anos.

                                                         

domingo, 23 de Novembro de 2014

Porque hoje é Domingo (319)


Estas são as coisas que deveis fazer:
Falai a verdade cada um com o seu próximo; executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas.
E nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ameis o juramento falso; porque  todas estas são coisas que eu odeio, diz o Senhor.

 (Livro do Profeta Zacarias 8:16 e 17)

sábado, 22 de Novembro de 2014

Uma casa oferecida a Deus




       Se não for o  Senhor o construtor da casa  
              será inútil trabalhar na  construção.
Se não é o Senhor que vigia a cidade,
será inútil a sentinela montar guarda.
Será inútil levantar cedo e dormir tarde,
trabalhando arduamente por alimento.
O Senhor concede o sono àqueles
a quem ele ama”. (Salmos 127:1,2)

Do blogue do meu bom amigo,  o pastor Orlando Arraz Maz - http://arrazmaz.blogspot.pt/  -trouxe  este belo texto,  a fim de partilhá-lo  com os amigos que habitualmente por aqui passam.

Amanhã nosso filho André e Priscila se casam em obediência às leis civis. Será um dia bastante especial que será reservado para dedicá-lo ao Senhor como oferta de gratidão dos nossos corações.

Construímos uma casa, e queremos, primeiramente, oferecê-la a Deus, pois foi Ele o “construtor” por excelência. Dele vieram os recursos suficientes, e, portanto, Deus será o primeiro ocupante desta casa. A Ele nossa gratidão eterna.

Depois, será ocupada por vocês, nossos filhos, certos de que sempre Deus estará presente abençoando suas vidas, e se alegrando de que na mesa Ele ocupe sempre a cabeceira.

Que esta casa seja um refúgio para vocês contra os vendavais da vida, um jardim florido para juntos desfrutarem dias de alegrias, um esconderijo para os amigos que os buscarem para enxugar-lhes suas lágrimas, enfim, um lugar onde reside Deus.

Esta é a oração de seus pais.

A Ele toda a glória

Orlando Arraz Maz

http://arrazmaz.blogspot.pt/

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Pingos de chuva - um poema de Adolfo Casais Monteiro

O escritor português - Adolfo Casais Monteiro
Fonte da imagem: www.raizonline.com
Pingos de Chuva

Caem,
gordas, sonoras,
monótonas pingas de chuva,
          - espaçadas - 
e indolentes
vão marcando uma toada:
ping pang - ping pang,
as pingas
da chuva de Outono pardo.
Espaçada
a terra mole absorve
as vagas da chuva densa
que lenta
vai caindo,
em pingas grossas
sonoras.
E ao cair
a chuva bate o compasso
com o som de um contrabasso
ping...
pang...
ping...
pang...

(Adolfo Casais Monteiro)

    1908 - 1972

Poeta, Ensaísta e Professor