terça-feira, 3 de maio de 2016

E já estamos em Maio!

Uma bela flor  de Maio. Lourel - Sintra 

E assim, a brincar, a brincar, já estamos em Maio. 
Maio que é  por excelência o mês das flores.
Basta sair por aí e olhar..
A beleza é tal, que nos cativa e nos  comove...
Ainda ontem, vagueei cerca de duas horas, ao fim da tarde, com o Jorge,  por lugares magníficos de Mira-Sintra.
Vim de lá encantada e carregada de flores!

    
Os figos já estão grandinhos.
     


 MAIO

«Não é muito segura a origem do nome deste mês. Os escritores antigos costumavam dizer que vem  de Maia, mãe de Mercúrio, a que os romanos  ofereciam sacrifícios no primeiro dia de Maio.
Antigamente as pessoas costumavam sair para o campo ao alvorecer no primeiro dia deste mês para celebrar a chegada da Primavera, e daí chamar-se "Primeiro de Maio".
Em tempos podiam ver-se em todo o país (Reino Unido) meninas vestidas com muitos adornos que eram as raínhas do Dia, e por toda a parte se erguiam maios. Em Londres, ergueu-se  pela última vez um destes paus com fitas e flores em 1717.

   (No livro - A Alegria de Viver com a Natureza - de Edith Holden)

           
 As limas estão grandes e bonitas, no jardim da casa  da aldeia.


A Natureza em Maio

Floração plena das rosas, ervilhas-de-cheiro, dos cravos, dos jarros, das azáleas, dos rododendros, da glicínia,  de todas as flores do jardim. e, dos campos e montes, o manto da giesta, da urze,  das papoilas,  dos tomilhos, zimbros, alecrim e rosmaninhos.  Nos linhares, floresce a frágil flor do linho. E além da cega-rega das cigarras, dos grilos e do coaxar das rãs nos charcos, podemos  ter a sorte de ouvir a serenata do rouxinol ...   

(In Almanaque  da Terra - Berta Marinho - Circulo de Leitores)

Resultado de imagem para rouxinol - imagens
Um rouxinol  a cantar - Fonte da imagem: https://www.google.pt/search 
   

  Nota pessoal:

Eu tive essa sorte!
Quer dizer,  essa bênção!
Eu, o Jorge, o Zé, e  o meu maninho Serafim...
Foi num arvoredo, no Lourel - Sintra.
Ah! quanto tempo eu não  o ouvia...

Alguns adágios  sobre Maio:

"Quem no Inverno o sobretudo deixar,
em Maio contente o vai procurar."

Tosquia em Maio o cordeiro
 e tosquia-o inteiro."


Maio frio e ventoso
faz o ano formoso."

Maio que não der trovoada
não dá coisa estimada.

          Um lirio roxo da campo, fotografado por mim...aqui pertinho de casa

  Maio é o mês dos lirios...

Dos roxos do campo, dos amarelos das ribeiras e dos multicores dos jardins...

Desejo a todos os amigos, um risonho, colorido e abençoado mês de Maio.
 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Um belo pensamento de Cecília Meireles

Fonte da imagem: https://revistaculturando.wordpress.com

«Cecília Meireles , nasceu no Rio de Janeiro e foi uma artista completa ! Era pintora , poetisa , professora e jornalista Brasileira. É considerada uma das pessoas mais importantes da literatura de língua Portuguesa e admirada por todo o mundo . Tem diversos livros publicados e é como a voz feminina em forma de poesia.»

    ( https://revistaculturando.wordpress.com)

domingo, 1 de maio de 2016

Porque hoje é Domingo (387)


A minha alma se gloriará no SENHOR; os mansos o ouvirão e se alegrarão.   Engrandecei ao SENHOR comigo; e juntos exaltemos o seu nome.   Busquei ao SENHOR, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores.   Olharam para ele, e foram iluminados; e os seus rostos näo ficaram confundidos.   Clamou este pobre, e o SENHOR o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias.   O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.   Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.   Temei ao SENHOR, vós, os seus santos, pois nada falta aos que o temem.   Os filhos dos leöes necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao SENHOR bem nenhum faltará.  Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR.   Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem?   Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano.   Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a.   Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor.   A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles.   Os justos clamam, e o SENHOR os ouve, e os livra de todas as suas angústias.   Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.   Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas.  Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra.  A malícia matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão punidos.   O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nele confiam será condenado.
(Livro dos Salmos  cap.34:1 a 22)

sábado, 30 de abril de 2016

Peço as vossas orações por dois amigos meus


Como mulher crente que sou, confio  no poder da oração.
Ela pode, quando feita dentro da vontade de Deus, "mover montanhas".
Hoje, quero pedir aos amigos que por aqui passarem, que  orem comigo, por favor, por dois amigos meus, que, por motivos diferentes, estão ambos a passar por duras provas. 
Hoje, de manhã, quando cheguei ao cemitério de Montelavar, onde repousam o meu pai e a minha mãe, soube, por uma  amiga,  que o Sr. Claro, responsável por aquele cemitério, enfrenta uma grave doença incurável.
Há vários anos que o  conheço; desde que veio substituir  o antigo responsável.
E   um homem na casa dos 60 anos, simpático, educado, que fazia o seu trabalho com muita dignidade, com muito respeito, carinhosamente.
Conversávamos bastante e a pouco e pouco nasceu entre nós uma bonita amizade.
Deixei de ver por lá há cerca de um mês e estranhei um pouco. Hoje, vim a saber que não o verei mais, pois já foi substituído por outra pessoa.
Dá-me uma grande tristeza não ver por ali.

Vou tentar contactá-lo através da Junta de Freguesia.

Então, peço que se juntem a mim e intercedamos junto de Deus por o sr. Claro.
Que possa ser ajudado e encorajado pelo Senhor, no meio do sofrimento e dôr.

 Pois bem, ao chegar hoje à minha aldeia, fiquei a saber que é  o sr. Marcelo,  meu vizinho e meu amigo,  cidadão da Europa de Leste, há bastante tempo desempregado, que   vai substituir o sr. Claro no cemitério de Montelavar.

Nunca fez nada do género,  estando um tanto preocupado  com as suas responsabilidades.
Está receoso se se vai adaptar. Vejo  tristeza e preocupação no seu olhar e na suas palavras.
Claro que ficou contente por encontrar trabalho e uma casa para morar, junto do cemitério.
Já lá mora. Levou com ele 4 gatos que salvou  da morte certa. Ele é um protector de gatos. Já nem sabe quantos salvou.
Uma das suas gatas  "a patinha branca" - porque tem três patas pretas  e uma branca - era visita assidua da nossa casa da aldeia, Era a primeira a dar pela nossa chegada...e logo vinha roçar-se nas nossas pernas e pedir "festinhas". A nossa casa, o pátio,  o jardim, era tudo da "patinha branca".
Agora, já não a encontraremos mais por ali. 

O sr.Marcelo precisa das nossas preces. O sr. Claro também.
Então, por favor, juntem-se a mim e com muita fé intercedamos por eles. Esse é o
mandamento de Jesus Cristo:

"Orai uns por os outros"

Obrigada
Irei dando notícias

sexta-feira, 29 de abril de 2016

A Oração como meio de comunicação - por B. Crooks



Há cerca de 50 anos, o meu grande amigo e irmão, Pastor Luís Caetano Lourenço - já com o Senhor...após uma longa vida -  traduzia do inglês para o português, o livro - "OUR FAITH  SPEAKS" , da autoria de B. CROOKS.

Em português foi-lhe dado o título de  "A MENSAGEM DA NOSSA FÉ".
 
 Este título diz-me alguma coisa, porém, não me recordo de o ler.
Pois bem, estes dias, encontrei o meu filho mais novo, o Zé,  muito interessado a lê-lo, na sua casa.
Foi muito curioso, porque na altura, estando lá em casa o meu filho João com as suas "pequenitas" Clara e Luz, e, estando o dito livro em cima de uma pequena mesa na sala, a Luz,  minha neta de dois anos, começou a folhear o livro - ela gosta muito de livros - e, o Zé, pronto e certeiro, fotografou a mão da menina  mesmo por baixo do nome do tradutor do mesmo, o seu bisavô... ou seja, o Pastor Luís Caetano Lourenço.
Ficou bonito! A mãozinha da bisneta  junto do nome do bisavô.

 "Deitei os olhos" ao livro e interessei-me por ele. 

Daí a  alguns dias, o meu marido, "arrumando"  a sua biblioteca, encontrou um livro igual.
Sabendo do meu interesse demonstrado,  gentilmente, colocou na minha secretária o livro. 
"Estou a lê-lo".
Faço-o antes de adormecer.
Agora reparem: hoje de manhã cedo, trouxe o livro para a minha secretária, e abrindo-o ao acaso, encontrei estas palavras que, imediatamente,   desejei partilhar com os amigos aqui, neste espaço:

A Oração como meio de Comunicação

"  Gravitando no espaço em volta de nós, há alguns satélites artificiais colocados aí pela Rússia e E. Unidos.
Em vários lugares da terra estabeleceram os respectivos governos estações  de comunicação com esses satélites.. Cada estação está equipada com delicados instrumentos que podem receber, registar e  transmitir comunicações. Há também nessas estações técnicos especializados que empregam todo o  seu tempo neste trabalho. Ora é evidente que não é qualquer de nós que pode estabelecer contacto com esses satélites, porquanto não só não temos  acesso  aos instrumentos de comunicação como também  não estamos treinados para os utilizar.
 
Há, penso eu, um sistema de comunicação por meio do qual  nós podemos entrar em contacto com o nosso Pai celestial e que é mais maravilhoso do que qualquer dos sistemas concebidos pelos homens. Este esplêndido meio de contacto com o  Céu, está em Jesus. Ele é o único que pode estabelecer contacto entre nós e Deus, "porque há um só Deus  e um só Mediador entre Deus e os homens - Jesus Cristo, homem."
I Tim.2:5

O delicado instrumento de comunicação é constituído por um coração convertido, purificado e embranquecido pelo sangue  do Senhor Jesus Cristo e tornado capaz de entrar em contacto com Deus e falar com Ele. Deus está dando constantemente os seus sinais nos nossos corações, mas nós nem sempre estamos atentos para responder à  Sua chamada. Porquê? Porque Satanás procura desviar a nossa atenção dos sinais de Deus, lançando nos corações a dúvida e a indiferença.

(B. Crooks - no livro -  A Mensagem da nossa fé)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

SAUDAÇÃO - Um poema de Miguel Torga




               SAUDAÇÃO

Não sei se comes peixes, se não comes.
Irmão poeta Guarda-Rios:
Sei que tens céu nas asas e consomes
A força delas a guardar os rios.

É que os rios são água em mocidade
Que quer correr o mundo e conhecer;
E é preciso guardar-lhe a tenra idade,
Que a não  venham beber...

Ave com penas de quem  guarda um sonho
Líquido, fresco, doce:
No meu livro te ponho,
E eu no teu rio fosse...

Barril de Alva,  29 de Setembro de 1942

     Miguel Torga

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Os cravos na Revolução - Uma história deliciosa

Do blogue  - http://rendadebirras.blogspot.pt/ - da responsabilidade da minha amiga Dilita, trouxe esta "história deliciosa"...sobre a origem dos cravos vermelhos, na Revolução de Abril.
 
Trouxe na íntegra.
Ora vejam:
 
«Oh meus queridos Senhores "das Noticias ao Minuto", perdoem-me porque eu não me contive sem vos roubar esta noticia. Quero que ela chegue aos meus amigos de além mar................

 
"Foi Celeste Caeiro, agora quase com 83 anos, que em plena revolução, entusiasmada, se recusou a ir para casa e ofereceu um cravo a um soldado. Ao Notícias ao Minuto contou a história."
"Tinha então 40 anos e trabalhava num restaurante na Rua Braancamp, em Lisboa. A casa comemorava no dia 25 de abril o seu primeiro aniversário e os patrões decidiram fazer uma festa.No dia antes, compraram dezenas de cravos vermelhos e brancos que guardaram no restaurante em baldes com água, com intenção de, para assinalar a data, decorar o espaço e oferecer uma flor às clientes.“Levantei-me cedo, como de costume, mas quando cheguei ao trabalho os patrões disseram ‘meus senhores, a casa hoje não abre porque se está a dar um golpe de Estado. Vão para casa’. Pediram-me a mim e a outra empregada que levasse os cravos para casa”.Celeste pegou num grande molho e foi para o metro, com intenção de ir para o centro do acontecimento, apesar dos avisos da colega, que a aconselhou vivamente a ir para casa.

Ir para casa?! Então está-se a dar uma revolução e eu vou para casa?! Estava entusiasmada, já estava à espera que aquele dia chegasse há muito tempo”.Saiu do metro no Rossio e foi até ao Chiado onde se deparou com “um grande aparato”, tanques e soldados armados. Perguntou a um deles o que se estava a passar e disseram-lhe que iam para o Carmo deter o Marcelo Caetano.“Um dos soldados pediu-me um cigarro. Nunca fumei e tive pena de não o poder ajudar. Ainda olhei em volta para ver se lhe podia comprar um maço mas estava tudo fechado. Disse-lhe ‘Só tenho estes cravinhos’”.

“Tirei um do molho e dei-o ao soldado. Nunca esperei que ele aceitasse mas ele pô-lo no cano da espingarda. Comecei a distribuir os cravos por todos e a pô-los nas espingardas até ficar sem nenhum”.Celeste foi para casa e contou à mãe o que tinha feito, com intenções de voltar para a rua. “Esta rapariga é maluca! Vais levar um tiro!”.

“Até o escritor Luís de Sttau Monteiro, que eu conhecia - morava lá no prédio -, me disse que não voltasse a sair de casa. ‘Isto é uma guerra’, disse ele, e eu a pensar que ia correr tudo bem”.
 
 “Fui festejar. Foi muito bonito, uma maravilha”, ainda houve “gente que não queria a revolução”: chegou a ver a polícia a bater em pessoas e outras “escaramuças”, mas no geral o ambiente era de “euforia", contou Celeste que ainda se "comove" ao recordar aquele dia há meia vida atrás e sabe bem que, se fumasse, o 25 de Abril seria hoje completamente diferente."»
 
(No blogue - http://rendadebirras.blogspot.pt/ )
 
 Nota pessoal:

Achei esta história deliciosa e  fiquei encantada por a conhecer.
Nunca ouvi nada sobre a origem do cravo, "na boca" da metralhadora do soldado, no Largo do Carmo, no dia 25 de Abril de 1974.

Creio que é importante,  para a História do  nosso País e do nosso povo.
É que, torna ainda mais bela e mais rica , a forma como viemos a ser uma democracia  admirada e respeitada por a Europa e pelo mundo.


Creio, ainda, que a Dª Celeste, Caeiro deveria ser dada a conhecer, por quem de direito, porquanto, à sua maneira, teve um papel muito bonito, naquele longínquo dia 24 de Abril de 1974.

Pessoalmente, gostaria de a conhecer.
Obrigada por ter distribudo os seus cravos.