quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Uma linda flor - Aloé ciliáris

Esta bela e colorida flor é  a Aloé Ciliáris Haw.

Planta suculenta do género aloé, com o nome científico de Aloé ciliáris Haw. É originária da África do Sul, sendo utilizada em Portugal como planta ornamental. Diferencia-se dos restantes aloés, pelo facto de as suas folhas não possuírem espinhos duros mas uma espécie de cílios e de possuir um caule oco. Pertence à Divisão:  Magnoliophyta;  Classe:  Liliopsida; Ordem: Asparagalis; Família: Asphodelaceae: Género: Aloe.  
 
Proveniência da imagem: Jardim Botânico de Lisboa.
Nota pessoal:
Lembro-me, de esta linda flor, fazer parte  do nosso jardim da casa da aldeia.
Parafraseando a minha saudosa mãe: "Não sei que fim levou."
Aqui, em Mira-Sintra, num lindo canteiro , bem pertinho daqui de onde eu moro, existem alguns pés desta planta que floresce todos os anos.
Acho que ainda vou levar"uma pernadinha" para plantar no jardim da casa da aldeia.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Apresentando a Bíblia em verso (3) Uma obra de Eduardo Henriques Moreira



Continuação

Amou ele a companheira
que lhe era dada por Deus,
a carne da sua carne,
o osso dos ossos seus.

Muita fruta tinham ambos
por precioso manjar,
seu trabalho, no jardim,
só era hortar e regar. 

O melhor fruto que havia
era o da «árvore da vida»,
mas o da «árvore da ciência»
era fruta proibida.

Foi então que o ser maligno,
a serpente sedutora, 
pôs na alma da mulher
a cobiça enganadora.

Eva fala ao companheiro,
que aceita a proposta ingrata...
o pecado é como a lepra
que se pega e todos mata.

Roubaram ambos o fruto
que lhes deu conhecimento.
Ficaram presos da morte
e do labor violento.

Mas a promessa veio
consolar o coração:
que a semente da mulher
lhes traria a salvação.

(Na Biblia em verso - Uma obra do pastor Eduardo Henriques Moreira -
continua na próxima semana, querendo Deus)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Uma espera de dois mil anos - Um poema de Myrtes Mathias


Uma espera de dois mil anos

Não sei por onde tens andado,
o que tens feito,
como tens gasto o teu tempo,
teus bens, teus dons.
Talvez já tenhas ficado muito tempo,
em algum lugar, à espera de alguém,
e bem pode ser que te tenha decepcionado
em muitos encontros
pelos caminhos da vida.

Uma coisa sei e esta é que importa:
já lá vão dois mil anos
que Alguém te espera,
as mãos estendidas
num gesto de convite e entrega.
Podes chegar até ele
como fizeram os pastores
  -   para adorá-lo.
Como a pecadora junto ao poço,
deixando o vaso,
para anunciar que ele havia chegado.
Como Pedro, na pátria de Tiberíades,
para uma declaração de amor.
Como Paulo na estrada de Damasco:
   -   Que queres que eu faça, Senhor?

Mas receio que,
com tua indiferença e incredulidade,
estejas comparecendo ao encontro
como os soldados de Pilatos:
Para o prender e o crucificar.
Mesmo que esta seja a tua atitude,
ele permanece fiel,
como o tem sido através da eternidade.
O que eu não sei,
nem tu sabes,
é se passarás por ele outra vez;
se esta não é,
por tua escolhe e culpa,
a  última oportunidade  de um encontro
com este Deus que se fez homem,
para morrer na cruz,
porque te amou desde o princípio,
porque queria encontrar-se contigo,
hoje, aqui,
antes que a morte te bata à porta,
e tenhas que comparecer diante dele,
não como amigo,
mas como um devedor, sem crédito
e sem credenciais.
De agora em diante,
és responsável pelo destino
da tua alma:
este bem tão grande que Deus morreu
para salvá-la,
tão fácil de ir parar ao inferno
que tu mesmo a podes lançar ali.
Não precisa nem mesmo
um gesto da tua parte
para que isso aconteça.
Basta que, indiferente e covarde,
deixes à espera o Senhor do céu
e da terra
que, humilde e  manso repete,
como há vinte séculos,
no caminho de Damasco:
 -  Porque me persegues? 
Eu sou Jesus, que há dois mil anos
espero por ti.

(Myrtes Mathias - no livro - Encontro marcado)

domingo, 25 de setembro de 2016

Porque hoje é Domingo (408)


A FELICIDADE DAQUELE QUE HABITA  NO SANTUÁRIO DE DEUS


Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!  
A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.  
Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu.   Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-äo continuamente.   
Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados.  
Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.   Vão indo de força em força; cada um deles em Sião aparece perante Deus.  
SENHOR Deus dos Exércitos, escuta a minha oração; inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó!    Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.   
Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios.   
Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão
 
.   SENHOR dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.

    (Livro dos Salmos cap. 84)

sábado, 24 de setembro de 2016

Apresentando a Rosa X Damascena

Rosa X  Damascena -Fonte da inagem: http://www.paulbardenroses.com/

Sobre esta bela e atraente  Rosa:

Foi introduzida em 1893  e colocada no túmulo de Edward Fitzgerald em Suffollk (Inglaterra) , esta roseira seria proveniente  de sementes produzidas pelas roseiras que ornamentam o túmulo de Omar Khayyam em Nishapur no norte do Irão.
As flores sublimes são acompanhadas  por um perfume intenso quando expostas a temperaturas elevadas.

Sub-arbusto: 1,70 m x 0,90m.
Sol directo.
Diâmetro das flores: 8cm, mais de 40 pétalas. 
Perfume***.
Só floresce uma vez por ano.

(No livro -  Rosas -Antigas e Silvestres  - Paul Starosta e Eleónore Cruse)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A riqueza faunistica que pode encontrar ao viajar no Concelho de Sintra

 
Uma águia calçada. Fonte da imagem: lugar-dos-animais.blogspot.com
 

Numa viagem pelo concelho de Sintra, deve ter sempre presente a riqueza faunística que vai encontrar. Cruzando os céus em pleno IC19, entre o Cacém e Massamá, uma águia calçada ou  um pato bravo, os famosos búteos ou alguma águia de asa redonda (Buteo buteo) ou os tradicionais  peneireiros- de-dorso- malhado (Falco timunculos)  não são de admirar.

Um belo pato bravo . Fonte da imagem: raivaescondida.wordpress.com
Peneireiro-de-dorso-malhado. Fonte da imagem:pnsac-viveatuanatureza.blogs.sapo.pt

 
Curiosa e de referir, é a presença constante destes últimos em pleno centro urbano, em Monte Abraão ou S. Marcos. E é em ocasiões como esta que nos  apercebemos da importância de espaços como  a Serra de Sintra e da Carregueira (aqui pertinho de onde eu moro) ou a encosta de Colaride, para a manutenção da riqueza  faunística.

(No livro - SINTRA- GUIA - Uma edição da Câmara de Sintra)  

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Adeus Verão! Sê bem vindo Outono!

Hoje, dia 22 de Setembro pelas 15, 20 H,  começa o Outono  em Portugal.

É muito bela esta estação.

Vamos aproveitá-la.

Vivê-la  e saboreá-la,  com entusiasmo e alegria.

Douro - Portugal - no Outono Fonte da imagem: http://sorisomail.com/

Crepúsculo de Outono

O crepúsculo cai, manso como uma benção.
Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito...
As grandes mãos da sombra evangélicas pensam
As feridas que a vida abriu em cada peito.

O outono amarelece e despoja os lariços.
Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar
O terror augural de encantos e feitiços.
As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.

Os pinheiros porém viçam, e serão breve
Todo o verde que a vista espairecendo vejas,
Mais negros sobre a alvura unânime da neve,
Altos e espirituais como flechas de igrejas.

Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio
Do rio, e isso parece a voz da solidão.
E essa voz enche o vale...o horizonte purpúreo...
Consoladora como um divino perdão.

O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha
Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos,
Flocos, que a luz do poente extática semelha
A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.

A sombra casa os sons numa grave harmonia.
E tamanha esperança e uma tão grande paz
Avultam do clarão que cinge a serrania,
Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás.

 (Manuel Bandeira - poeta brasileiro)